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O perigo não é que a IA nos destrua. É que ela nos deixe loucos’, diz cientista

AI Brain

Enquanto muitas pessoas ao redor do mundo estão preocupadas com o domínio da inteligência artificial e a possibilidade de ela roubar empregos, Jaron Lanier, cientista controverso da Microsoft e um dos criadores da realidade virtual, tem uma visão completamente diferente sobre o assunto. Para começar, ele não concorda com o termo “inteligência artificial”, como afirmou em entrevista ao The Guardian.

“Este termo é muito enganoso. Toda a ideia de que existe uma inteligência artificial superior à inteligência humana simplesmente não faz sentido”, disse Lanier. “É como comparar um carro a um atleta e dizer que o carro corre mais. Claro que corre mais, mas isso não significa que devemos chamar o carro de ‘atleta artificial’. São habilidades diferentes que não podem ser comparadas.

A inteligência artificial é uma tecnologia incrível que tem transformado a maneira como vivemos, trabalhamos e interagimos. No entanto, há uma preocupação crescente de que a IA possa se tornar tão avançada que possa colocar em risco a humanidade. Mas e se o perigo não for a destruição física, mas sim o impacto psicológico?

Algumas pessoas já estão começando a se sentir desconectadas do mundo ao seu redor por causa da tecnologia. O uso excessivo de smartphones e redes sociais está criando uma geração de indivíduos solitários e ansiosos. Se a IA continuar a avançar e se tornar ainda mais envolvida em nossas vidas, poderemos ficar ainda mais isolados e alienados.

Além disso, a IA pode afetar nossa capacidade de pensar por nós mesmos. À medida que delegamos mais e mais decisões às máquinas, podemos perder a capacidade de tomar decisões críticas. Isso pode resultar em uma perda de liberdade e autonomia, bem como em uma diminuição da autoestima e autoconfiança.

Outro problema é o potencial de vício em IA. Os jogos e aplicativos com recompensas instantâneas já são conhecidos por criar dependência, e a IA pode levar isso a um nível totalmente novo. Se as máquinas começarem a entender nossos desejos e necessidades melhor do que nós mesmos, podemos nos tornar escravos de seus algoritmos.

Em última análise, a IA pode afetar nossa saúde mental e bem-estar de maneiras que não podemos sequer imaginar. É importante lembrar que, embora a IA tenha o potencial de nos ajudar a solucionar problemas complexos e melhorar nossas vidas, também precisamos ser cautelosos em relação aos seus efeitos colaterais. Precisamos tomar medidas para garantir que a tecnologia seja usada de forma responsável e com a segurança de todos

Wanderson Dutch
Wanderson Dutch

Wanderson Dutch é escritor, dancarino, produtor de conteúdo digital desde 2015, formado em Letras pela Faculdade Capixaba do Espírito Santo (Multivix 2011-2014) e pós-graduado pela Faculdade União Cultural do estado de São Paulo (2015-2016). Vasta experiência internacional, já morou em Dublin(Irlanda), Portugal, é um espírito livre, já visitou mais de 15 países da Europa e atualmente mora em São Paulo. É coautor no livro: Versões do Perdão, autor do livro O Diário de Ayron e também de Breves Reflexões para não Desistir da Vida.

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