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Você nunca deveria ter confiado em Hollywood

AI Brain

Você nunca deveria ter confiado em Hollywood, cantou *System Of A Down* na música “Lost in Hollywood”, e essa frase soa como uma profecia quando falamos de Marilyn Monroe. A história dela é a personificação do vazio existencial descrito por Nietzsche e da tragédia humana que Dostoiévski tão bem capturou em seus romances. Por trás da estrela mais brilhante de sua época, havia uma mulher devastada pela pressão de um sistema que a moldou, explorou e, por fim, a destruiu. 🌟

Hollywood, com todo o seu brilho e glamour, prometia o paraíso, mas para Marilyn, ele mais parecia um inferno camuflado. Nietzsche diria que a fama e o sucesso que ela alcançou não foram conquistas de uma “vontade de poder”, mas uma armadilha criada por valores impostos pela sociedade – valores que exigiam dela uma perfeição inalcançável. E, como Nietzsche previa, aqueles que buscam por aprovação externa, ao invés de encontrarem sua própria verdade, estão destinados à frustração e ao abismo. 🌪️

Marilyn foi reduzida a um símbolo. A loira sensual e sedutora era o papel que Hollywood exigia que ela desempenhasse incessantemente. Mas quem era Norma Jeane, a mulher por trás de Marilyn? Nos bastidores, longe das câmeras e do público, havia uma alma perdida, uma mulher profundamente triste, lutando contra uma depressão devastadora. Seu sorriso cativante para os fotógrafos não refletia o vazio que ela sentia por dentro. 😔

Dostoiévski, em suas obras, nos mostrava que o ser humano é atormentado por conflitos internos, por uma luta constante entre o que aparentamos ser e o que realmente somos. Marilyn vivia essa tensão diariamente. Ela buscava ser reconhecida como uma atriz séria, como uma pessoa complexa e digna de respeito, mas era constantemente empurrada para papéis que reforçavam a imagem de uma mulher superficial. Isso apenas agravava sua sensação de inutilidade e isolamento.

Hollywood

Hollywood foi uma jaula dourada para Marilyn. Cada gesto seu era vigiado, cada passo monitorado, e sua vida se tornou um espetáculo constante. Ela não pertencia a si mesma; pertencia à indústria, aos estúdios, ao público. 🎥 Enquanto as pessoas consumiam a imagem que os estúdios criaram, Norma Jeane desaparecia, engolida pelas expectativas irreais de uma cultura que exige perfeição, mas não oferece empatia. Nietzsche nos advertiu sobre os perigos do niilismo, e Marilyn, em sua solidão e desespero, parecia viver essa condição. Ela estava cercada pelo luxo e pelo sucesso, mas tudo lhe parecia vazio de sentido.

Dostoiévski escreveria sobre alguém como Marilyn com a compaixão e a profundidade que apenas ele poderia dar. Ele entenderia seu sofrimento, sua busca por autenticidade em um mundo que a forçava a ser outra pessoa. A sua depressão não era apenas uma doença, mas o resultado de um sistema que a tratava como um produto descartável. O brilho de Hollywood cegava o mundo, mas não iluminava o coração de quem vivia sob suas luzes. 🌟

Hollywood alimentava seus vícios, reforçava suas inseguranças e, ao final, a deixou sozinha. 🥀 Nietzsche falou sobre o “eterno retorno”, a repetição incessante de ciclos de dor e busca por significado, e foi isso que Marilyn experimentou. Ela procurava ser vista, mas nunca era realmente enxergada. Ela ansiava por amor, mas recebia apenas adulação superficial. E o peso dessa existência a afundava cada vez mais em sua tristeza.

Freud talvez descrevesse seu estado como o resultado de uma constante repressão de desejos e da pressão do superego da sociedade – uma sociedade que exigia dela ser uma versão idealizada, sem espaço para suas dores e fragilidades. 💔 Ela vivia no epicentro de um ciclo de exploração que só lhe oferecia fuga através de medicamentos, substâncias e promessas vazias. No entanto, essa fuga apenas a levava mais fundo ao abismo.

Audrey Hepburn

Marilyn Monroe, no auge de sua fama, estava perdida em um mundo que a via como uma deusa, mas a tratava como um objeto. 🌪️ E, quando já não servia mais ao propósito de lucro da indústria, foi descartada. Seu fim trágico é o reflexo de um sistema que consome vidas e descarta pessoas, assim como Nietzsche previa que o niilismo consumiria a alma humana se ela não encontrasse um caminho para superar as ilusões criadas pelo poder.

A depressão de Marilyn não era um simples episódio de tristeza; era o resultado de uma vida vivida nas sombras da expectativa alheia, uma vida onde a busca por autenticidade era sufocada pelo espetáculo. A Hollywood que a criou também foi a Hollywood que a destruiu, e por trás da figura da loira radiante, havia uma mulher profundamente infeliz, presa a uma narrativa que não era sua. 💫

No fim, você nunca deveria ter confiado em Hollywood. Como Nietzsche nos ensinou, as verdades que são impostas pelo poder sempre escondem a verdadeira natureza da realidade. E a realidade para Marilyn era dura e cruel: ela nunca foi vista como ela realmente era, apenas como um reflexo do que os outros queriam que ela fosse.

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Wanderson Dutch.

Wanderson Dutch
Wanderson Dutch

Wanderson Dutch é escritor, dancarino, produtor de conteúdo digital desde 2015, formado em Letras pela Faculdade Capixaba do Espírito Santo (Multivix 2011-2014) e pós-graduado pela Faculdade União Cultural do estado de São Paulo (2015-2016). Vasta experiência internacional, já morou em Dublin(Irlanda), Portugal, é um espírito livre, já visitou mais de 15 países da Europa e atualmente mora em São Paulo. É coautor no livro: Versões do Perdão, autor do livro O Diário de Ayron e também de Breves Reflexões para não Desistir da Vida.

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