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Inteligência Artificial supera Medicina e se torna o curso mais disputado da UFG

AI Brain

Que janeiro de 2025, meus amigos? Que janeiro!

Estamos presenciando uma revolução silenciosa, mas avassaladora, um verdadeiro colapso das estruturas tradicionais de ensino e trabalho. O curso de Inteligência Artificial desbancando Medicina como o mais concorrido da UFG não é um evento isolado; é um presságio do que está por vir. A lógica cartesiana dos séculos passados já não dá conta da velocidade da transformação que vivemos. Não é só um novo curso universitário que surge — é uma nova era que se impõe, desafiando o que significa ser um profissional, um pensador e até mesmo um ser humano.

Se no século XX os pais sonhavam que seus filhos fossem médicos ou advogados, o século XXI vê o algoritmo tomando o protagonismo. A IA não é apenas uma ferramenta — é um ecossistema, uma entidade que aprende, pensa e age. Em um futuro não tão distante, quem não entender essa nova linguagem estará fadado à obsolescência. Os que hoje se matriculam no curso de IA não estão apenas escolhendo uma profissão, mas assinando um pacto com o futuro, entrando em um território que redefine a própria noção de inteligência e criatividade.

A grande ironia é que, enquanto muitos ainda tentam entender o impacto dessa transformação, a IA já está escrevendo a história sem pedir permissão. O mercado, as universidades e até os governos estão correndo para se adaptar, mas o trem já partiu. A inteligência artificial não veio para ser apenas mais uma área do conhecimento — ela veio para ser o próprio alicerce da nova civilização. Janeiro de 2025 será lembrado não apenas como o mês em que um curso superou outro em concorrência, mas como o marco de uma virada de paradigma que não pode mais ser ignorada.

 

Pela primeira vez na história da Universidade Federal de Goiás (UFG), o curso de Inteligência Artificial conquistou o topo do ranking das maiores notas de corte do SISU 2025, superando Medicina, que tradicionalmente liderava a concorrência. De acordo com os dados divulgados na última segunda-feira (27), além de ultrapassar Medicina, o curso de IA também ficou à frente de Engenharia de Software, que ocupa agora a segunda posição.

Nos últimos anos, a graduação em Inteligência Artificial já vinha apresentando notas de corte elevadas, demonstrando o crescente interesse dos estudantes pela área. Em 2024, por exemplo, a diferença entre IA e Medicina foi de apenas 10 pontos (795 contra 805). No entanto, o resultado deste ano surpreendeu, consolidando IA como o curso mais disputado da instituição.

Segundo Eliomar Araújo, diretor do Instituto de Informática da UFG, essa mudança reflete as transformações do mercado de trabalho e a alta demanda por profissionais qualificados no setor de tecnologia. “Cada vez mais, as empresas buscam especialistas em Inteligência Artificial, pois essa é uma das áreas que mais cresce no mundo. O resultado do SISU é um reflexo direto dessa tendência”, explica.

Para Thiago Pedroso, estudante do curso de IA, a ascensão da área já era previsível. “Quando entrei, o curso não tinha tanta visibilidade, mas eu já entendia que IA era o futuro. Hoje, vejo que foi uma escolha certeira, pois o mercado está valorizando cada vez mais essa formação”, afirma.

Outro destaque do SISU 2025 foi Gustavo Fontana, que conquistou a maior nota entre todos os cursos da UFG e garantiu o primeiro lugar na graduação de Inteligência Artificial. Ele conta que sua decisão foi tomada ainda no ano passado, após acompanhar a criação da primeira turma do curso. “Assim que vi a notícia, comecei a pesquisar mais sobre o bacharelado em IA. Quanto mais eu estudava, mais certeza tinha de que essa era a melhor escolha para o meu futuro”, relata.

Com o crescimento da Inteligência Artificial no mundo todo, a UFG se posiciona como uma referência na formação de profissionais capacitados para essa nova era. A expectativa é que a concorrência pelo curso continue aumentando nos próximos anos, acompanhando a evolução da tecnologia e a demanda do mercado.

Wanderson Dutch
Wanderson Dutch

Wanderson Dutch é escritor, dancarino, produtor de conteúdo digital desde 2015, formado em Letras pela Faculdade Capixaba do Espírito Santo (Multivix 2011-2014) e pós-graduado pela Faculdade União Cultural do estado de São Paulo (2015-2016). Vasta experiência internacional, já morou em Dublin(Irlanda), Portugal, é um espírito livre, já visitou mais de 15 países da Europa e atualmente mora em São Paulo. É coautor no livro: Versões do Perdão, autor do livro O Diário de Ayron e também de Breves Reflexões para não Desistir da Vida.

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