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Após ser chamada de “linguaruda” por Silas Malafaia, Damares divulga lista com nomes de pastores.

AI Brain

Em meio a uma tempestade de críticas e exigências por transparência, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) decidiu tornar pública uma lista de igrejas e pastores mencionados em requerimentos da CPMI do INSS, que investiga fraudes no sistema de aposentadorias e pensionistas. A decisão veio após líderes religiosos, como o pastor Silas Malafaia, contestarem duramente as declarações da parlamentar e cobrarem que ela apresentasse nomes e provas, em vez de acusações genéricas. 

Segundo documentos e relatórios enviados à CPMI pelos órgãos de controle, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal, parlamentares identificaram movimentações financeiras atípicas envolvendo igrejas e líderes religiosos que passaram a ser objeto de requerimentos para esclarecimentos, quebra de sigilo ou depoimentos. 

Entre os grupos e líderes mencionados nos requerimentos estão:

  • Igreja Batista da Lagoinha – uma das maiores denominações evangélicas do país, com filiais em várias regiões do Brasil, que aparece em documentos por estar associada a movimentações financeiras sob investigação.  
  • Pastor André Valadão – líder religioso ligado à Lagoinha, citado em requerimentos relacionados a transferências financeiras recebidas no contexto das apurações da CPMI.  
  • Sete Church, vinculada ao pastor César Belluci – igreja localizada em Alphaville (SP) que recebeu, segundo relatórios preliminares, valores que agora estão sob análise do colegiado.  
  • Pastor Péricles Albino Gonçalves, da Igreja Evangélica Campo de Anatote – outro líder religioso que aparece nos documentos com repasses que entraram no radar por terem origem em entidades suspeitas.  
  • Pastor André Fernandes, também associado a uma igreja da Lagoinha em Alphaville, conectado a parte dos recursos identificados nos relatórios.  
  • Organizações religiosas como Adoração Church e Assembleia de Deus Ministério do Renovo, que constam em lista de entidades que receberam recursos que motivaram pedidos de esclarecimentos por parte da comissão.  

Além dos nomes ligados a templos e líderes religiosos, os documentos analisados pela CPMI mencionam também movimentações de recursos envolvendo membros da família do deputado federal Silas Câmara (Republicanos-AM). Entre os valores identificados em repasses supostamente relacionados ao esquema investigado estão quantias destinadas à Fundação Boas Novas (presidida pelo pastor Jônatas Câmara), e transferências para Milena Câmara e Heber Tavares Câmara, filha e filho do parlamentar, respectivamente. 

Importante sublinhar que a divulgação desses nomes e das instituições relacionadas à investigação não constitui uma acusação formal de culpa ou condenação. O que foi registrado nos requerimentos são indícios ou movimentações que merecem ser esclarecidos pela comissão, e que levaram à aprovação de pedidos de quebra de sigilo fiscal e bancário para aprofundar as apurações. 

A própria Damares disse que o trabalho da CPMI enfrenta pressões para que não avance quando nomes de pastores influentes são citados, o que intensificou a demanda pública por maior transparência. 

O desdobramento desse capítulo nas investigações deve continuar nos próximos meses, com a CPMI apresentando relatórios preliminares e, possivelmente, convocando líderes religiosos e representantes das instituições mencionadas para depoimentos oficiais.

Wanderson Dutch
Wanderson Dutch

Wanderson Dutch é escritor, dancarino, produtor de conteúdo digital desde 2015, formado em Letras pela Faculdade Capixaba do Espírito Santo (Multivix 2011-2014) e pós-graduado pela Faculdade União Cultural do estado de São Paulo (2015-2016). Vasta experiência internacional, já morou em Dublin(Irlanda), Portugal, é um espírito livre, já visitou mais de 15 países da Europa e atualmente mora em São Paulo. É coautor no livro: Versões do Perdão, autor do livro O Diário de Ayron e também de Breves Reflexões para não Desistir da Vida.

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