A solidão é a sorte dos espíritos excepcionais

A solidão

Sim, a solidão é a sorte dos espíritos excepcionais. Quem escreveu isso, foi o pais do pessimismo. Schopenhauer.Ele escreveu coisas interessantes sobre esse tema, vejam só:

“Quando mais jovem, dizia, “minha tendência era ser sociável, mas depois, aos poucos, adquiri um gosto pela solidão, fui ficando pouco sociável e resolvi me dedicar inteiramente a mim pelo resto dessa vida fugaz”.

Quem, portanto, não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre […] Cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exata do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é.”

A solidão concede ao homem intelectualmente superior uma vantagem dupla: primeiro, a de estar só consigo mesmo; segundo, a de não estar com os outros. Esta última será altamente apreciada se pensarmos em quanta coerção, quanto dano e até mesmo quanto perigo toda a convivência social traz consigo.”

Diante disso, fica a grande questão

Andar sozinho ou acompanhado? 🧐

Se você encontrou alguém para ouvir teus silêncios, como diria Mia Couto, segure essa pessoa, isto é, não deixe ela fugir.Tenha por perto, pois não é todo dia que aparece alguém em nosso caminho para ouvir nossas reclamações sobre a vida, nossas inquietações, perturbações , fracassos e angústias…
Isso serve não somente para encontros amorosos, como também para as ralações entre amigos.
Mantenha por perto quem te crítica,  mas quer quer ver tua melhor versão.

A vida é uma roda gigante que nos trânsporta constantemente para diversos caminhos e por vezes, nos coloca em situações incríveis, mas também dolorosas. Entretanto, nós não precisamos viver no impulso do momento.
Quando andei pelas ruas de Londres tive um insight interessante.

Pensei sobre uma palavra que todos nós conhecemos bem.

#Velocidade#. Esta palavra é perfeita para uma análise filosófica sobre diversos problemas que acontecem conosco. Esta palavra resume de maneira cirúrgica um dos nossos principais problemas: querer as coisas no imediato! Isso serve para relacionamentos , isto é, a procura de completude, serve também para amizades, conquista de emprego, aquisição de uma nova habilidade, etc…
Estamos perdendo o sabor de viver, de rir, de alegrar-se com a companhia real de uma pessoa querida, amigo ou familiar.
Um aparelho eletrônico em mãos tornou-se mais importante que qualquer pessoa ao nosso lado. Para a grande massa os afetos não têm mais importância.
Antecipar sofrimentos, sofrer com vislumbres incertos do futuro, querer que as outras pessoas tenham o nosso ritmo, etc…
Esse é o ritmo do nosso atraso, penso que é preciso sentir a vida de verdade.
Velocidade vem do Latim velox, “rápido, veloz”, possivelmente relacionado a “transportar, levar. Pra quê tanta pressa? Para onde estamos caminhando com o nosso desespero? Quando queremos as coisas com mais intensidade, não aproveitamos o supremo instante do agora.

Temos preguiça de ler um livro de 100 páginas, porque não queremos pensar… não querer diminuir a velocidade em que nós estamos inseridos
Não temos a paciência de ler calmamente, exercendo o que melhor temos: nosso cérebro.
Queremos tudo na velocidade da nossa imaturidade.
É difícil aceitar, porém, precisamos tirar o pé do acelerador e repensar para onde nós estamos indo com essa nossa infantilidade humana.

Wanderson Dutch

Wanderson Dutch

Wanderson Dutch é escritor, dancarino, produtor de conteúdo digital desde 2015, formado em Letras pela Faculdade Capixaba do Espírito Santo (Multivix 2011-2014) e pós-graduado pela Faculdade União Cultural do estado de São Paulo (2015-2016).
Vasta experiência internacional, já morou em Dublin(Irlanda), Portugal, é um espírito livre, já visitou mais de 15 países da Europa e atualmente mora em São Paulo.
É coautor no livro: Versões do Perdão, autor do livro O Diário de Ayron e também de Breves Reflexões para não Desistir da Vida.

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