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Efeito Fernanda: Governo do Piauí distribuirá o livro “Ainda Estou Aqui”

AI Brain

O Brasil está vivenciando um momento de grande ganho cultural com a repercussão global do filme Ainda Estou Aqui, que conquistou três indicações ao Oscar 2025: Melhor Filme, Melhor Atriz para Fernanda Torres e Melhor Filme Internacional. Pela primeira vez na história, uma produção brasileira disputa a principal categoria da premiação mais prestigiada do cinema mundial. A cerimônia do Oscar está marcada para o dia 2 de março, e o filme já se tornou um marco na cultura nacional, destacando-se em meio a uma forte concorrência, liderada pelo drama musical francês Emilia Pérez, que recebeu 13 indicações.

Baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, Ainda Estou Aqui narra a emocionante história da luta de Eunice Paiva, mãe do autor, contra a ditadura militar brasileira, após a prisão e desaparecimento de seu marido, o ex-deputado Rubens Paiva. A narrativa explora os impactos da repressão política na vida familiar e na busca por justiça e memória. O sucesso do longa, dirigido por Walter Salles, tem ressoado fortemente tanto no Brasil quanto no exterior, promovendo discussões importantes sobre direitos humanos, memória política e justiça social.

Expansão para as escolas públicas: conhecimento e reflexão para os jovens

O impacto cultural e educativo do filme não se limita apenas às telonas. O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), anunciou que distribuirá o livro Ainda Estou Aqui nas escolas públicas estaduais, seguindo o exemplo da Bahia, que também adotou a iniciativa. A medida visa proporcionar aos jovens acesso à obra que inspirou o filme, promovendo conhecimento histórico e fortalecendo valores democráticos.

Segundo Fonteles, essa ação tem como objetivo não apenas incentivar a leitura, mas também gerar reflexões sobre o passado recente do Brasil, ampliando a consciência crítica dos estudantes em relação à ditadura militar e à importância da resistência e da luta por direitos. “No Piauí, o livro de Marcelo Rubens Paiva será distribuído nas escolas estaduais, promovendo cultura e conhecimento histórico entre os jovens, além de fortalecer a nossa democracia”, destacou o governador em sua conta oficial na plataforma X (antigo Twitter).

O reconhecimento de uma trajetória de resistência

Além de impulsionar o debate sobre memória e verdade no ambiente escolar, a distribuição do livro nas escolas públicas também presta uma homenagem à trajetória de Eunice Paiva, interpretada brilhantemente por Fernanda Torres, que recebeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama no início deste ano. A personagem representa a força das mulheres que enfrentaram tempos difíceis com coragem e dignidade, uma história que ressoa com muitas famílias brasileiras até hoje.

Walter Salles, diretor do filme, também foi parabenizado pelo governador, reconhecendo sua contribuição para levar ao mundo um retrato sensível e necessário da história brasileira. O cineasta, conhecido por suas obras que exploram a identidade e os desafios do país, mais uma vez conseguiu unir qualidade cinematográfica com um profundo impacto social.


Cultura, história e educação: um legado duradouro

A decisão dos governos do Piauí e da Bahia de distribuir o livro nas escolas estaduais reforça a importância de utilizar a cultura como ferramenta de transformação social. Em um país onde a memória histórica muitas vezes é relegada ao esquecimento, iniciativas como essa contribuem para manter vivas as histórias daqueles que resistiram e lutaram por um Brasil mais justo.

Com a proximidade da cerimônia do Oscar, cresce a expectativa de que Ainda Estou Aqui consiga trazer a tão esperada estatueta para o Brasil, consolidando ainda mais o reconhecimento internacional do cinema nacional. Independentemente do resultado, o filme já deixou sua marca ao conquistar espaço na indústria cinematográfica global e, mais importante, ao fomentar o debate sobre temas cruciais para a sociedade brasileira.

Ainda Estou Aqui é mais do que um sucesso de bilheteria e de crítica; é um convite à reflexão e ao aprendizado. A iniciativa de distribuir o livro nas escolas representa um passo significativo para garantir que as novas gerações compreendam sua história e valorizem a importância da democracia e da justiça. Afinal, o conhecimento é a melhor forma de resistência.

Wanderson Dutch
Wanderson Dutch

Wanderson Dutch é escritor, dancarino, produtor de conteúdo digital desde 2015, formado em Letras pela Faculdade Capixaba do Espírito Santo (Multivix 2011-2014) e pós-graduado pela Faculdade União Cultural do estado de São Paulo (2015-2016). Vasta experiência internacional, já morou em Dublin(Irlanda), Portugal, é um espírito livre, já visitou mais de 15 países da Europa e atualmente mora em São Paulo. É coautor no livro: Versões do Perdão, autor do livro O Diário de Ayron e também de Breves Reflexões para não Desistir da Vida.

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